Rio de Janeiro

As férias e a vontade de fazer tudo e não fazer nada

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Ainda estou me acostumando com essa vida de adulta, onde as férias são fora dos meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro. Honestamente eu até gosto da ideia de curtir as férias sem os lugares estarem cheios, inclusive lugares lotados me incomodam tanto que eu evito ao máximo viajar nos feriados por preguiça de congestionamento.

O fato é que eu tirei apenas 15 dias de férias do trabalho, e achei que seria tempo suficiente para dominar o mundo! Queria ir à formatura da minha prima, e ficar uns dias em SP com a minha família, depois ir pra algum lugar do nordeste, tirar meu visto americano, assistir as minhas aulas, terminar meu curso de fotografia, rever amigos que não consigo ver com a correria rotineira, colocar séries em dia, praticar inglês, fazer exercícios físicos todos os dias (há-há), marcar médicos, e por ai vai (a lista era imensa!).

No final das contas, eu consegui com muito (muito, muito) esforço terminar algumas coisas. Mas outras sequer lembrei de fazer – mesmo com uma “to do list” no meu celular, me lembrando todos os meus planos.

A verdade é que as minhas férias foram apenas um “final de semana enorme”, porque é isso que acontece comigo todos os meus finais de semana. Eu penso que vou colocar os e-mails em dia, terminar aquele trabalho que faltou, praticar um pouco mais outro idioma, ver aquele amigo que eu sempre digo que vou marcar e nunca “dá tempo”…

A arte da procrastinação é algo que me acompanha e não é somente nas férias. Eu sempre quero terminar aquele texto, aquela edição de fotos, aquele post do blog, e quando eu vejo já se passaram 3,4, 5 dias, um mês, e eu tô ainda reclamando que as coisas parecem não sair do lugar – mas quem não saiu do lugar fui eu. Acho que o único jeito é a gente correr atrás daquilo que quer, mesmo se sentindo muito cansada para conseguir, mesmo que a desculpa “eu mereço me dar o direito de comer mais, dormir mais, fazer menos exercícios…” fique pulando na nossa cabeça. As coisas não vão mudar nunca, se a gente não deixar elas mudarem.

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Em resumo minhas férias foram assim: dormi a maior parte do tempo, consegui tirar o visto (dancinha feliz), terminei as aulas de foto, minha única viagem foi para o Rio (snif e um beijo pro nordeste), e a formatura da minha prima tava muito incrível. Não tenho o que reclamar, mas se eu me organizasse mais e dormisse menos, teria mais histórias pra contar.

Apresentação4