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Você está pronto para ter um animal de estimação?

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

IMG_4147 Desde que essa fofura da foto entrou na minha vida (eu contei sobre AQUI), algumas pessoas começaram a me perguntar como é o comportamento dele, e expressaram sua vontade de ter um bichinho. O fato é que eu acho que uma das melhores coisas que já aconteceram na minha vida sem dúvidas foi o Argus (meu gato), mas eu pensei MUITO antes de tomar essa decisão (acho que por uns 5 anos eu cultivava essa vontade, mas entendia minhas limitações).

Se tem alguém que acredita que TODO mundo deveria ter um animal como companheiro, terapia, fonte inesgotável de risadas e amor, esse alguém sou eu. Agora dizer que todos estão preparados para as responsabilidades que vêm dentro desse pacote de alegrias, eu sei que muitos não estão. Por isso fiz esse texto, não para desanimar ninguém que está pensando em ter um pet, mas para ajudar quem está nesse momento a pensar bem se está realmente disposto a lidar com o pacote completo, como falo a seguir:

1. Animais irão viver por muitos anos:
Pelo menos uns 15 anos você terá seu amigo ao seu lado, você está preparado para realmente lidar com isso? Se mudar de onde mora para um lugar maior, poderá levar seu animalzinho? E se for para um lugar menor? Morar fora do país? Ter filhos? Não digo que é possível saber o que vai acontecer no seu futuro, mas seja sincero, se tudo mudar, sua prioridade será encaixar ele no seu novo estilo de vida?

2. Eles ficam doentes:
Pode ser que ele fique doente MUITAS vezes, como foi o caso do meu, ou que você leve ele ao veterinário raramente, mas já parou para pensar quando isso acontecer se você está disposto a cuidar dele assim? Além de pagar veterinário e remédios que geralmente são caros, você tem que dar os medicamentos nos horários certos e deixar seu animal o mais confortável possível durante esse período. É o mesmo cuidado que você teria com uma criança, igualzinho mesmo.

3. Precisam de atenção:
Você nunca para em casa? Ama viajar e passar muuuuitos dias fora? Não tem tempo de passear com ele, ou de brincarem e se divertirem juntos? Talvez o seu ritmo de vida não seja o melhor para ter um bichinho, já vi gente deixando o animal trancado em um banheiro minúsculo, ou nunca ter tido tempo de levá-lo para passear na rua (no caso de cachorros) e brincar com eles. O resultado são animais estressados e deprimidos.

4. Necessidades básicas:
Já falei que eles ficam doentes e dão despesas, certo? Mas isso pode ou não acontecer, agora uma coisa é certa: eles sempre vão precisar comer e fazer suas necessidades fisiológicas. Alimentá-los com uma ração de boa qualidade além de melhorar a qualidade de vida do animal, é algo que custa caro. Se for um gato, também tem a areia, e os cachorros tem as fraldinhas descartáveis e os banhos semanais. Você tem no seu orçamento esses valores disponíveis? Ah, sem contar que quem vai ter que lavar os potes, recolher xixi, cocô e colocar comida todos os dias será você. Quando ele está mal e vomita, adivinha quem tem que limpar? Pois é, você mesmo!

5. Eles podem soltar MUITOS pelos:
Se você não tem tempo para escovar seus animais, saiba que vai ter um grande problemas com pelos voando pela casa toda. Parecem até aquelas bolas de feno em filme de faroeste, rolando pela casa. Pensa na sua roupa toda cheia de pelos, aquele seu casaco preferido todo “sujo”. Já pensou? Tem épocas do ano que a gente não vence e parece que os pelos são multiplicados por mil. Além de pelos, eles sujam a casa, fazem bagunça e não tão nem aí se você a-ca-bou de limpar tudo.

IMG_4160 Se você leu todo esse texto e não desanimou, parabéns! Você está preparado para amar e ser amado sem limites. Agora se ficou um pouco assustado, talvez seja hora de repensar a sua decisão. Já vi inúmeros casos de pessoas que no calor do momento pegam o bichinho, depois vêem o trabalho que é cuidar deles e devolvem, ou pior, abandonam nas ruas :( não pode isso, gente! Eles também têm sentimentos e se apegam as pessoas.

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Esse post de forma alguma tem a intenção de dizer para as pessoas não adotarem ou terem animais, apenas quis alertar para a consciência que deve vir junto com essa decisão, afinal estamos falando de outra vidinha envolvida nesse processo, que vai sofrer muito, mas muito, se algo der errado.

Cuidados com o pet: Limpeza dos olhos

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Sábado de manhã é uma delicia. Enquanto o papai trabalha, eu e o Argus ficamos até tarde na cama, brincando, cochilando, fazendo carinho…

A parte mais legal de ter um gato, é que eles são tão higiênicos que você dorme com eles na cama sempre, sem nenhum inconveniente. O meu, por exemplo, só dou banho uma vez por mês e esse tempo todo entre um banho e outro ele continua cheiroso e limpinho.

Porém para um banho durar tanto, eles dependem dos nossos cuidados – algumas coisas infelizmente eles não conseguem fazer sozinhos – e uma delas é limpar os olhinhos. Por causa da raça do meu (Persa Exótico) quase sempre seus olhinhos estão lacrimejando (devido aos dutos lacrimais encurtados), eu já fui à veterinária e tratei com colírios, com pomada e no fim aceitei que ele sempre vai estar com os olhinhos escorrendo lágrimas.

Mas felizmente existem alguns truques que a gente pode fazer no dia-a-dia. A nossa vet ensinou a molhar gaze no chá de camomila para limpar os olhos, além de natural a camomila tem efeito clareador, deixando os pelos com uma aparência mais limpa (é importante sempre usar gaze mesmo, pois algodão se desmancha e entra fiapos nos olhos deles). No começo eu fazia isso, mas agora descobri uma linha de lenços umedecidos que agilizou a minha vida. Serve para gatos e cachorros – e eu pesquisei na internet que existem diversas outras marcas que cumprem essa mesma função, mas nós estamos usando um da marca Wipes Solution – Pet Solution.

IMG_2978Argus acordando com olhinhos todos sujos e carinha de louco

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ai ti peguiça de vivê maimzinha

IMG_2985“vem ficar limpinho menino!”

IMG_2992ponto, to linduco?

IMG_2991I’m sexy and I know it

IMG_2960o lenço que temos usado da Pet Solution

IMG_3001pronto pra eu encher de beijos

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O dia que eu virei mãe (de um gato!)

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Esse post vai ser um pouco grande… Afinal, sou uma mãe apaixonada e detalhista, então boa sorte para quem for ler!

A minha história de ter um bichinho de estimação “só pra mim” (nessa vida de pseudo-adulta) existe há MUITO tempo. Quando eu vim morar em Curitiba, em 2007, eu deixei na casa da minha mãe uma cachorrinha (pinscher chamada Pitucha) que me acompanhava desde 1999, um gato que salvamos da rua bebezinho (Siamês chamado Napoleão) que está na família desde 2006 e uma cadela que achamos na rua mais velha (vira-lata chamada Julie).

Minha mãe sempre foi apaixonada por animais, então desde muito pequenos meus irmãos e eu aparecíamos chorando em casa quando achávamos algum animal na rua e adotávamos ou arrumávamos um lar para eles. Já tivemos tudo que vocês possam imaginar: cachorro, gato, tartaruga miniatura, peixes, hamster, esquilo, coelho e até pintinho!

Então, dá pra imaginar como foi solitário para mim esses últimos quase 6 anos sem nenhum pet para me fazer companhia. Primeiro foi porque eu morava em uma casa-quase-república e não rolava ter animais. Depois fui para outra casa-república e nessa fase eu nunca estava em casa, então mesmo sentindo falta, nunca quis ter um pet para deixar preso em casa e sem atenção.

Por isso, o Gustavo me prometeu que quando eu me formasse eu poderia ter o que eu quisesse. Daí desde o começo desse ano eu venho me perguntando: cachorro ou gato? Cada um tem seu pró e contra, levando em consideração que eu moro em um apartamento mini, e não podia ser um bichinho muito grande.

Eu sempre adotei animais, não me lembro de uma só vez na vida que comprei algum bichinho, mesmo tendo tido aquela quantidade de animais na vida (além de pegar da rua, tinha um amigo da família dono de loja de animais). Então, tinha me permitido uma vez na vida comprar o meu futuro filho. Pesquisei em criadores, em petshop, na internet… Mas mesmo me propondo a comprar, eu queria algum lugar que fizesse criação consciente e não fosse simplesmente por dinheiro, que cuidassem bem dos animais, queria que fosse branquinho e que eu batesse o olho e sentisse que aquele era o MEU filho. Ou seja, queria muita coisa junto e ao mesmo tempo, o que dificultou a busca.

Para cachorros a minha dúvida era entre maltês ou shitzu e para gatos queria persa exótico e ponto final. Resumindo a história, conheci um canil bem especial que faz um trabalho lindo de criação de animais, além da dona ser uma fofíssima. Mas insisti em ir em um gatil que conheci pela internet e já tinha visto um certo gatinho, que desde então não tirava da cabeça: o Argus.

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foto que estava no site, lindo da mãe!

Quando vi a fotinho dele eu salvei no desktop do meu computador e não parei mais de olhar. Foram três longos dias desde a foto até o grande encontro, acompanhada da minha amiga (e agora madrinha do Argus) Mari. Quando cheguei no gatil o dono não estava, então fui atendida pelo colega dele que me disse que um outro gato era o Argus. Peguei esse outro no colo com cara de “nossa, ele tava diferente na foto”, mas ok. O gato pulou do meu colo para o chão e eu fiquei com cara de frustração “ele não gostou de mim” pensei. Então, continuei olhando todos os outros gatos incríveis que ele tinha, e ainda assim esperançosa dele ter se enganado e ter “outro” Argus lá. E não é que ele tava enganado MESMO? Para minha sorte eu vi o Argus e perguntei: “e aquele ali?”. Então ele me disse que era aquele o Argus e que ele tinha se enganado.

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Peguei meu bebê no colo e ele dormiu. Ficou agarradinho em mim, me achem idiota, mas foi amor do destino, a gente se viu e foi. Mas o moço não queria me deixar levar ele, porque o dono não estava. E eu implorando que PRECISAVA levar ele, mesmo sem ter NADA ainda em casa, nem ração, nem caixinha de areia, nem um marido sabendo que eu estava comprando um gato.

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Depois de cara de choro e mostrando que eu era de confiança, consegui convencer ele de me deixar levar o m-e-u gato. Sim, nessa altura eu já me sentia dele e ele meu. Então liguei pro Gustavo, contei a novidade e deixei ele mudo por aproximadamente 20 segundos, pois ele não acreditava que eu fosse tão impulsiva. Ou não queria acreditar. De lá fui direto para o pet mandar dar um banho e comprar as coisinhas dele. E desde aquele dia três de abril de dois mil e treze esse bebê é meu.

Na próxima eu conto sobre os meus cuidados com ele.

Quem quiser indicação de canil e gatil em Curitiba, eu indico:

Gatil Sharon:
http://gatilsheroncats.com/

Canil Purunã:
https://www.facebook.com/canil.puruna?fref=ts

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