desabafos

Como encontrar a minha alma gêmea?

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Fazia tempo que não escrevia um post desses de pensamentos meus, e to com esse tema na cabeça faz alguns dias. Na verdade comecei a pensar mais sobre isso falando com uma amiga que vai casar, e me contou que perguntou seus pais como poderia ter certeza que estava casando com o homem da sua vida. A mãe dela então respondeu que ela não saberia, que não tem como saber.

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Pois é, vou começar por ai: não tem como saber se a relação vai dar certo e vocês vão ser super felizes, e a verdade pode doer é que talvez NÃO EXISTA uma única pessoa certa. A ideia de almas gêmeas é linda na teoria, porém na prática você já pensou como seria se existisse somente uma única pessoa que pudesse estar ao seu lado? Se você ainda não estiver concordando, pense comigo sobre os seus relacionamentos anteriores, geralmente você está apaixonada e acha que vão ficar juntos para sempre – ninguém está com uma pessoa pensando em terminar, pelo menos não em sã consciência – daí algo desanda e vocês terminam, depois de toda a fase do brigadeiro, pote de sorvete e choros você encontra outra pessoa que te faz ainda mais feliz e mais apaixonada, e o que você sentia pelo anterior vira algo bem pequeno (ou some completamente).

Só desse exemplo já dá para entender meu ponto, que é: quando estamos com uma pessoa tentamos de todas as maneiras acreditar que ele ou ela é a nossa única forma possível de felicidade, e que sem essa pessoa seriamos miseráveis e infelizes, e as vezes nos forçamos a estar em um relacionamento com alguém que não tem nada a ver com os nossos planos e ideais, porque pensamos que vamos morrer sem essa pessoa.

A primeira coisa de tudo: se essa relação te faz sofrer, não é uma relação boa para você estar, independente do motivo que seja esse sofrimento, seja porque seus objetivos não são os mesmos, porque a pessoa não te respeita, não te trata como você gostaria ou quando você vê alguma falha de caráter inaceitável na pessoa. Gente, que fique bem claro, todo mundo tem defeitos (você e a pessoa que está com você) e não to falando em mimimi bobo de terminar por qualquer motivo. Primeiro tente gostar de quem gosta de você, não, não estou falando de gostar de QUALQUER pessoa que goste de você, mas de procurar algo recíproco e não perder tempo atrás de alguém que não quer te ver pela frente.

Agora vem a parte mais difícil, para você estar feliz com alguém, você precisa estar feliz com você mesma (o), e você só é feliz com você mesma (o) quando se conhece bem a ponto de saber o que quer para a sua vida. Quais são seus sonhos? Suas ambições? Seus desejos? Nem estou falando de carreira nem nada, porque isso até hoje eu não descobri e tudo bem se eu nunca descobrir. Estou falando de desejos do coração, objetivos de vida, algo um pouco mais profundo que trabalho.

Então segue uma ideia bem interessante que eu tenho certeza que se você aplicar na sua vida, você evitará muito sofrimento futuro. O meu conselho é: liste 5 coisas imprescindíveis para você, coisas que você acha muito importante que seu companheiro (a) tenha. Vou dar 5 exemplos: Um cara que deseje construir uma família, que gostaria de viajar e conhecer o mundo, que tenha uma boa base religiosa (fé), que goste de animais e que não seja machista (essas são basicamente as minhas). Agora imagine eu com esses desejos todos fico com uma pessoa que não quer ter filhos, que acha que mulher tem que cuidar da casa e que isso não é coisa de homem e ainda deteste viajar! Infelicidade na certa.

“Mas Jessica, as pessoas podem mudar, o amor muda o mundo, blábláblá o mundo é cor-de-rosa…” Olha, não quero ser estraga prazeres, mas se você ainda pensa assim, é porque nunca tentou mudar alguém – já é difícil trabalhar mudanças em nós, já pensou no outro? Mudar um hábito ou outro é uma coisa, mas estamos falando de criação, educação e essência, e apesar do velho ditado “os opostos se atraem”, a gente precisa ter uma base bem sólida em comum. Por isso está ai o meu conselho para você não perder anos da sua vida sofrendo por um caso sem solução: saiba o que você quer e pra onde você quer ir.

Você pode não saber se está casando com o HOMEM da sua vida, mas no mundo real um relacionamento saudável onde as pessoas se respeitam e estão olhando para a mesma direção é uma certeza muito maior e muito mais duradoura do que a ideia que construímos no nosso imaginário de “alma gêmea”.

Resumindo bem resumido a história: tire o foco do lance de “alma gêmea” e pense na pessoa com maiores probabilidades de vocês dois serem felizes juntos em uma relação – e com o maior número de objetivos em comum.

10 curiosidades sobre mim

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Eu vi essa ideia no Instagram e acho lá um lugar tão pequeno para escrever tanto que trouxe para cá. Lá eram 5 fatos e eu já aumentei para 10, hahaha.

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1. Eu sempre confio demais nas pessoas, me entrego em todos os meus relacionamentos e mesmo quebrando a cara sempre é mais forte do que eu acreditar no melhor das pessoas, já dei segundas e terceiras chances e tento até o fim, mas quando chega o limite dai eu desisto de um jeito inexplicável.

2. Sempre tive alergia a tudo, poeira, pêlos de animais, tapete, cortinas. Os médicos diziam que eu não poderia usar perfume nem nada com cheiro, todos os meus produtos deveriam ser neutros. Uma vez tive que tomar benzetacil de tão mal que fiquei por estar na casa de uma amiga que tinha 3 gatos. Hoje eu tenho gato e minha alergia não é mais tão forte, mas eu prefiro anti alérgicos do que não ter o meu gatinho.

3. Nunca fiquei muitos anos em uma mesma escola e acabava sempre tendo que fazer novos amigos e me adaptar a escola e professores novos. Acho que isso acabou ajudando muito na minha vida, porque me adapto muito bem a mudanças. Foram 9 escolas da pré escola ao ensino médio.

4. Sempre tive facilidade para falar em público, fosse em apresentação de escola ou falar com pessoas que não conheço, apesar disso sou TÍMIDA e ninguém consegue acreditar. Eu fico nervosa e até passo mal, eu ter facilidade na comunicação não me faz menos tímida, mas como nunca deixei isso me segurar ninguém acredita nessa minha característica.

5. Sou a filha do meio de seis irmãos. As pessoas sempre ficavam chocadas de saber que eu tenho tantos irmãos (todos por parte de mãe e tenho mais alguns por parte de pai, hehe) e quando estamos os 6 juntos não parece que é tanta gente assim, acho super pouco!

6. Desde criança eu sou viciada em leite. Praticamente a minha vida toda eu tomei leite com Nescau (ou Toddy) no mínimo uma vez por dia, já tomei um litro em um dia (e não foi só uma vez não, hahahaha).

7. Antes de fazer vestibular para jornalismo eu prestei para fotografia. Não tive muito apoio e fui procurar outra área, então pensei em algo que tivesse duas paixões minhas: fotografia e comunicação. No fim descobri que jornalismo era a melhor coisa que eu poderia ter escolhido para mim.

8. Amo ler e escrever desde que me entendo por gente. Era daquelas pessoas que passavam o dia devorando livros na infância, e lia Harry Potter em no máximo 3 dias cada livro (alguns li em muito menos tempo que isso). Quanto a escrever eu sempre tinha agenda e diário que eu contava absolutamente tudo e colava coisas que achava legal para não esquecer mais hahaha. Tive esses diários até alguns anos atrás, mas fiz uma limpa e resolvi me desapegar.

9. Um dos maiores vícios da minha vida é música, não consigo viver sem. Eu ouço quando estou desanimada, ouço quando estou feliz, para cozinhar, quando estou sozinha, quando preciso criar coragem para levantar da cama e me arrumar eu coloco alguma música bem animada e funciona na hora. Na academia a mesma coisa, só ligar alguma música que gosto muito e eu consigo correr tranquilo.

10. Tenho déficit de atenção, hiperatividade e ansiedade. Como se não bastasse tudo isso (ou por causa de tudo isso) minha memória é um fiasco. Não lembro de várias coisas que já aconteceram comigo, e acho que tenho até facilidade para perdoar tanto as pessoas por não lembrar muito bem as coisas e como elas aconteceram.

Jessica CI
Bom, essas são as 10 coisas que a maioria das pessoas que eu convivo não sabem sobre mim. Espero que tenham gostado de me conhecer mais :)

 

2014 e minhas realizações

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

2014 foi um ano completamente atípico na minha vida, foi o ano em que eu larguei meu emprego, que construí uma nova carreira, que tive momentos realmente ruins (alguns dos piores da minha vida), mas também foi um ano em que eu realizei um grande sonho: conhecer a Disney, fiz outras viagens incríveis como aquela para o nordeste, terminei minha pós, minha irmã casou, eu engordei mais do que em qualquer outra época da vida, conheci pessoas muito legais, percebi que outras eu quero bem longe de mim, e no fim posso dizer que já estou pronta para tudo que 2015 tiver para me oferecer.

Vai ser perfeito? Eu sei que não, todo ano saímos com aquela sensação de “esse ano já deu o que tinha que dar, chega dele!” ou seja, a gente sempre espera o momento de renovação como se tudo começasse do zero e fosse ser perfeito. Mesmo assim essa esperança e ansiedade pelo novo, pelo desconhecido e pelo tanto de vida que ainda tem para ser vivida é o que nos motiva a continuar, não é?

Por isso, com toda a sua imperfeição, eu espero que 2015 continue me ajudando a crescer, que me ajude a ser uma pessoa melhor, que me traga momentos felizes e momentos de aprendizado. Uma vez ouvi que na vida a gente nunca é, a gente tá sempre sendo. Não sei se pra vocês faz tanto sentido como fez pra mim quando ouvi, mas em resumo caímos no velho clichê de: o que vale é a estrada e não o destino final – e mais que isso, quem está do lado da gente nessa estrada é o que a faz tão especial.

Desejo um ano incrível e recheado de todas as coisas boas para vocês! Obrigada por me acompanharem por aqui, e nos vemos de novo ano que vem.

iPhone todas 07-11 (um pouco do que tinha no meu celular em 2014)

 

Quando as suas prioridades e seu trabalho não andam de mãos dadas – porque eu escolhi sair do meu emprego

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer”

b8dafd09451cec7f13f93eca9634690b Eu estou ensaiando esse texto faz algum tempo, e nem sei direito por onde começar… Tenho lido muito sobre mudanças e pensado bastante sobre o assunto, já até comentei a minha opinião aqui quanto ao conceito de “largar tudo e buscar a felicidade”. Não é algo que eu acredite, mas eu acredito menos ainda em se conformar com tudo que aparecer pela frente, parece contraditório, eu sei, e sou realmente uma pessoa contraditória, mas vou tentar explicar:

Sou descrente quanto ao conceito de felicidade, não é algo que eu acredite que possa ser “encontrado”, penso que deve ser uma paz interna onde você está em sintonia com as coisas que acredita e vive as suas convicções, e não acredito na “entidade” felicidade, ou que ela seja um objeto/local físico o qual é possível ir de encontro com ele. Por outro lado, acredito em prioridades na vida, e a minha nesses últimos anos foi ganhar experiência e algum dinheiro para pagar aquelas necessidades básicas do início da vida como casa, apartamento, alguns confortos e luxos que são indispensáveis e outros que a gente coloca em nossas cabeças que são essenciais, mas não são tão importantes assim.

Por muito tempo esse era meu foco, então eu não ficava pirando muito (pelo menos não o tempo todo), ou me sentindo presa, infeliz e frustrada, pois havia escolhido aquele caminho e eu nunca esquecia o que estava fazendo e porque, até que um dia aquilo parou de fazer sentido, não porque as coisas haviam piorado, ou porque houve uma mudança drástica nas minhas atividades, mas porque algo mudou de forma muito sutil dentro de mim: a minha prioridade.

Antes (e por muito tempo) eu vivi a fase de “eu quero sempre mais”, e ficava bem chateada com as pessoas que estavam a minha volta se elas não fossem iguais. Achava que todo mundo tinha que querer crescer na vida, e na minha cabeça um sinônimo para isso era ganhar/gastar cada vez mais. Na época era muito difícil enxergar que não importa muito o quanto você ganha, você não vai ser significativamente mais feliz ou realizado na vida de acordo com o seu salário. É da nossa natureza achar que merecemos ganhar mais, mas esquecemos que nossos custos e padrões de vida sobem junto com a nossa conta bancária, o que gera um ciclo vicioso de precisar cada vez de mais.

O fato é que eu senti que a minha prioridade passou a ser estar bem comigo, ter tempo para respirar, pensar e o mais importante de tudo: criar. Seja criar coisas para minha casa, conteúdo para internet ou meus vídeos para o YT, eu quero criar. Usar minha imaginação, minha criatividade e meu tempo para fazer algo que me dá prazer e ao mesmo tempo frio na barriga. Algo que eu acredito e que me deixa leve, que me faz conhecer meus limites e dar minha cara a tapa para ser criticada ou elogiada. E por mais que esteja sendo difícil para os meus colegas de trabalho entenderem que eu estou saindo de um emprego fixo sem ter “nada em mente” (no caso sem ser contratada por outra empresa) e que não, eu não fiquei louca nem estou rica, é essa a verdade: eu estou largando o meu emprego porque eu acredito que a minha prioridade nesse momento é me dar esse tempo e ver o que vai acontecer. Pode ser que amanhã eu mude de ideia, afinal uma hora ou outra eu sempre mudo, mas o que eu quero nesse momento é viver pra mim mesma, sem pressão, sem hora marcada, sem precisar mostrar resultados.

Então, para todos que pensam que eu estou saindo sem ter “nada em mente” eu fiz esse texto só pra contar, eu tomei essa decisão porque tenho tanta coisa em mente que 24 horas por dia não estão sendo suficientes, e são tantas ideias e tantos sonhos, que se eu não tentar agora eu sempre vou me perguntar o que teria acontecido. E não tem como dividir esse mundo de ideias e ao mesmo tempo essa vontade de desacelerar a mente, trabalhando todos os dias com hora para entrar e hora para sair. Por isso eu estou indo, mas não é pra não fazer nada da vida, é para fazer a vida ter um novo sentido pra mim, pois como li hoje no facebook “prioridades movem o mundo”.

E em tudo que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você”

Eu posso mudar e continuar sendo eu mesma?

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

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Certa vez ouvi de um colega algo tipo: mas ela não é sua melhor amiga? Você não conta tudo para ela? E eu expliquei que sim, contava tudo, mas evitava contar problemas de família, porque as nossas famílias eram muito diferentes, e talvez ela não fosse a pessoa que melhor me entendesse naquele tema.

Ele ficou indignado comigo “mas amigo é amigo, e você ou conta tudo ou não conta”, e eu tentei inutilmente explicar que na verdade eu não estava escondendo algo da pessoa, mas poupando a mesma de assuntos que talvez não caibam no mundo dela. Foi quando eu comecei a pensar o quanto eu segmentava as pessoas na minha vida, e o quanto aquilo era mágico para mim.

Por exemplo, até hoje eu tenho algumas “melhores amigas” e cada uma me dá a força que eu preciso em determinada situação. Uma entende melhor minhas crises de família, a outra os meus relacionamentos… e assim vai! As pessoas não precisam ter afinidade com você em tudo, e ainda assim podem ser sua referência no que vocês tiverem em comum – ou em algo que te falta e ela te completa. Não estou dizendo que você precisa mudar com cada pessoa, mas o que muita gente pode achar ser falsidade, duas caras e o que mais quiserem chamar, eu chamo de “dançar conforme a música”.

Eu já fui parte de diversos universos, e em cada um eu descobri um lado melhor (ou pior de mim), mas que somaram a minha história e construíram quem eu sou hoje. Por um tempo eu encanei com o comentário do tal “colega” e questionei muito a minha personalidade: será que eu era uma pessoa que não assumia uma identidade própria, ou não sabia quem eu era por causa disso?

Mas hoje, eu vejo que aquilo (pra mim) não serve, se eu estou com dor nas costas eu não vou no dentista, o mesmo acontece se eu preciso apertar meu aparelho, não vou conseguir isso na padaria. Parece grotesca a comparação, mas do mesmo jeito que a gente não vai conseguir suprir todas as necessidades de alguém, seja amigo, amor, ou familiares, você também não vai conseguir ter todas as qualidades em uma única pessoa. E isso não é algo ruim, é o que nos faz querer conhecer cada vez mais lugares, e cada vez mais pessoas, pois tudo vai somar na sua vida. Vai ficar tudo bem se você não se comportar no Havaí do mesmo jeito que você se comportaria na Índia, isso não te faz menos você, só soma as mil possibilidades que você tem guardadas aí dentro.

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