amamentação

Conseguimos – 6 meses de amamentação exclusiva

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Hoje você completa 6 meses, o que significa que atingimos o marco de 6 meses de amamentação exclusiva em livre demandada, seguindo a recomendação da organização mundial de saúde. Para chegar aqui eu confesso que não foi fácil, os primeiros dias da amamentação são muito difíceis, doloridos e exaustivos. Madrugadas em claro, dias e dias com você grudado em mim, e eu que era tão dona de mim, passei a viver nos intervalos das mamadas (que eram de duração imprevisíveis). Insegurança dói, privação de sono dói, o medo do novo e de não dar conta dói.

Eu achei que nunca mais ia passar, e passou! Aos poucos você foi desenvolvendo seu próprio ritmo, entendendo sua saciedade, e me dando intervalos maiores. Nós aprendemos juntos que o peito não era só fonte de alimento, mas de aconchego, conforto, carinho, e tudo mais que você precisava nesse início da sua vida. Em pouco tempo amamentar passou a ser algo prazeroso, ver você crescendo e se desenvolvendo com o alimento que meu corpo produzia pra você, e seu sorriso de gratidão após as mamadas me mostrava que eu estava no caminho certo, e que ali estávamos construindo um vínculo maior do que eu poderia sonhar.

Filho, que você saiba que tudo que tenho feito e faço é por acreditar no impacto que isso vai ter pra sempre em sua vida, por pensar que dessa forma eu estou dando o meu melhor pra você.

Agradeço todos os dias pela oportunidade de te amamentar, sei que não são todas as mães que conseguem chegar aqui, a falta de apoio, as circunstâncias como vida profissional e outros tantos problemas impedem muitas mães de conseguirem viver o que vivemos.

Para essas mães fica meu abraço, pois cada uma de nós está tentando fazer o que acreditamos ser o melhor pros nossos bebês. O objetivo desse meu texto não é dizer que sou melhor mãe por ter escolhido a amamentação exclusiva, mas pra incentivar quem está vivendo algum momento difícil durante esse caminho, pra dizer que todas nós já pensamos em desistir (mesmo que por um segundo), pra contar que tudo vai passar e que as coisas vão dar certo – não desanimem!

Amamentar é difícil. Para muitas mulheres não é tão natural como ouvimos dizer a vida toda. Dói, desgasta, cansa. As opiniões e os pitacos são intermináveis, a sociedade mina a auto confiança da mulher, é um tal de dizer que o leite é fraco, em vez de ajudarem com informações realmente úteis como: pega correta, confusão de bicos, hidratação adequada da mãe…

Agradeço a rede de apoio que tive, cada mãe foi fundamental para esse início tão solitário e cheio de dúvidas, elas faziam eu me sentir mais normal, hahaha. Agradeço meu marido que sempre trouxe água e conforto durante as mamadas, apoiava e apoia a minha forma de maternar e é a minha fonte de força diária. E a minha mãe que além das palavras de incentivo, amamentou a mim e aos meus irmãos por tanto tempo, que me fez entender como isso era importante e essencial.

Enquanto isso, filho, aqui em casa seguimos em sua amamentação até quando você quiser!

jessica_maes-3

Primeiro mês de vida

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Aqui os dias têm sido malucos e intensos, eu nem vi esse primeiro mês passar. Se tem uma dica que eu daria a todas as mães é que além de se preocuparem com o enxoval do bebê e o parto, estudem: baby blues, puerpério, pico de crescimento, salto de desenvolvimento, confusão de bicos e PRINCIPALMENTE sobre amamentação.

Amamentar é difícil, privação de sono é difícil e voltar para a casa com um serzinho que depende única e exclusivamente de você é assustador. Na maternidade eu estava surtando de alegria, brinquei que tive o oposto de depressão pós parto (que fique bem claro que era uma piada minha e não uma forma de ofender quem tem depressão, coisa que é muito séria, ok?!), o Léo dormiu as duas noites INTEIRAS na maternidade, eu acordava ele a noite para fazer ele mamar, porque ficava com medo de passar aquela “reserva” com a qual eles nascem, e o leite não descer por falta de estímulo, por isso estimulava muito mesmo, e ia ajeitando a pega dele.

Nos primeiros dias em casa eu tive alguns momentos que pareciam que eu estava ficando maluca, coisas do tipo: eu vi meu gato pulando da cama e achei que era o bebê se jogando no chão. Meu susto foi tão grande que rendeu uma crise de choro. Acordei no terceiro ou quarto dia em casa e levei um susto ao ver um bebê ao meu lado. Na confusão da falta de dormir, com a loucura que é a vida pós parto, eu cheguei a simplesmente não lembrar quem era ele, e perguntei ao meu marido se era nosso aquele bebê. Quando ele confirmou que sim, comecei a chorar compulsivamente.

O baby blues durou por volta de 5 dias e os finais de tarde eram a coisa mais assustadora e melancólica de todas. Tinha medos irracionais e achava que ele poderia morrer a qualquer momento. Tive medo de perdê-lo, medo de não dar conta, medo de não conseguir cuidar dele. Medo, medo, medo… Se não fosse o apoio e colo da minha mãe e irmã que estavam aqui, e o acolhimento do meu marido, não sei como teriam sido esses dias.

Esse primeiro mês exige dedicação exclusiva, abdicação do seu tempo, você está sangrando, vazando leite, se adaptando a uma nova rotina, conhecendo melhor o seu bebê e descobrindo sentimentos que nem imaginava que podia ter. É mágico, é apavorante e é delicioso. Nós sobrevivemos a esse primeiro mês com a ajuda da família que veio de SP para cá e nos alimentaram, nos apoiaram, deram colo e amor. Com grupo de apoio a amamentação no WhatsApp e com horas de pesquisas em sites como GVA.

Encerrei o mês com lágrimas ao perceber que o tempo estava voando e que a cada dia o meu bebê estava maior, e para não perder essas memórias contamos mais uma vez com a doce Laura, que nos registrou em meio a esse turbilhão de sentimentos e emoções.

LEO-7 LEO-22 LEO-32 LEO-38 LEO-60 LEO-64 LEO-69 LEO-76 LEO-81 LEO-87 LEO-97 LEO-99 LEO-102 LEO-107 LEO-111

LEO-93

Desenvolvimento do bebê:
Fica quietinho quando coloco música pra ele, geralmente sons instrumentais
Dorme bastante durante o dia e acorda muito a noite
Fica grudado por horas e horas no mamazinho dele
No começo chorava muito para tomar banho e na troca de roupas, mas em poucos dias passou a aproveitar esses momentos
Toma banho na banheira
Adora que conversem com ele
Gosta de dormir em cima da nossa barriga
Ama ficar no colo
Gosta de andar de carro