Séries e Livros

Downton Abbey: amor em forma de série

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Quem me acompanha aqui no blog sabe a loucura que tenho por assistir séries, e sempre que acaba alguma temporada ou a série chega ao fim, eu me sinto órfã, sem amigos, sem família, sem ter para onde ir. Hahahaha #drama

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Então é a alegria da minha vida quando encontro alguma série para chamar de minha, para assistir freneticamente e sentir aquele apeeego pelos personagens, por isso vim contar para vocês que eu to amando Downton Abbey.

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Não gosto de spoiler, mas não vou conseguir mostrar meu amor sem contar pelo menos um pouco. É uma série britânica que se passa no ano de 1912, na cidade fictícia de Yorkshire, na Inglaterra, e conta a vida de uma família muito rica da época e sua relação entre eles e com seus funcionários, tem muito babado, intriga, amor, ódio e tudo que a gente ama. É bem legal ver algumas coisas que hoje parecem impensáveis, tipo eles chocados com a energia elétrica aparecendo, com a invenção do telefone… E o mordomo arrumando milimetricamente os talheres na mesa, com régua para saber a distância exata que um talher deve ter do outro.

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Mas não foi só isso que me fez gostar de Downton, a série consegue ter humor sarcásticos, personagens bons e “maus”, drama, romance e vamos sendo tão envolvidos que uma série que por ser de época poderia cair na chatice, é o oposto disso.

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Outra coisa que amo é ver as roupas que eles usavam, para jantar em casa eles se vestiam mil vezes melhor que a gente hoje para um casamento. É muito glamour <3

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Bom, acho que não vale a pena eu resumir cada personagem, pois são muitos, mas fica a minha dica se você estiver sem série nova. Eu assisto pelo Netflix, mas sei que também passa no GNT. Quem tiver indicação de séries me mandem, por favor, porque estou terminando essa e já estou na sofrência.

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Netflix – Dezembro

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Em dezembro consegui assitir 14 filmes no Netflix e comecei a ver uma série nova (The Good Wife), então vou falar só dos MUITO bons e no final escrevo bem resumido o que achei dos outros que não foram tão bons assim, combinado?

Donnie Brasco (1997)

O agente do FBI Joe Pistone (Johnny Depp) se infiltra na máfia com o nome de “Donnie Brasco”, e começa a se identificar cada vez mais com os homens que deve capturar. Mike Newell dirige este drama baseado em fatos reais, que explora o relacionamento entre o caçador e a caça: o mafioso (Al Pacino) que toma Brasco sob sua tutela. Com Anne Heche e Bruno Kirby.

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Meus comentários: Meu povo, que filme é esse? SENSACIONAL. Tem uma pitada de humor, mostra como funcionava dentro da máfia, o quanto um trabalho que exige tanto envolvimento pode deixar a vida dentro de casa abalada, fala de lealdade e tem dois dos meus atores preferidos, apenas tudo isso. Uma coisa que aprendi também é que filme bom (geralmente) é filme baseado em história real, e esse faz parte dessa categoria.

Profissão de Risco (2001)
Blow

George é um traficante de cocaína que surgiu do nada e se tornou um dos maiores chefes do tráfico nos EUA.

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Meus comentários: Mais um filme ótimo com o Johnny Depp e Penelope Cruz, conta como foi que o personagem começou a vender drogas, mostra todo o glamour e também o lixo que é esse universo, onde um dia você “tem tudo” e no outro pode estar preso ou morto. Outro ponto marcante nesse filme é o relacionamento do personagem com seu pai e com a sua mãe, como a vida que os pais levam pode influenciar algumas escolhas e o quanto relacionamentos baseados em dinheiro podem ser frágeis. Esse está também na categoria “baseado em fatos reais”.

O grande herói (2013)
Lone Survivor

Mark Wahlberg é um oficial da marinha norte-americana neste drama repleto de ação baseado em uma missão verídica fracassada para capturar um chefe do Talibã.

Meus comentários: Conta a história real de uma equipe americana que estava em uma missão quando perdeu a comunicação a base, e foram encontrados pelos seus inimigos. Nesse filme podemos ver os soldados passando por coisas inimagináveis de sobreviverem e vemos o quanto o corpo pode aguentar em momentos assim, também achei legal mostrar que mesmo em território inimigo, sempre existem pessoas inocentes e do bem, porque geralmente eu fico meio irritada com filmes americanos super patriotas onde eles são sempre os bons moços/heróis enquanto o resto são terroristas/maus.
Blackfish (2013)
Este fascinante documentário analisa a vida da baleia assassina Tilikum, que vive em cativeiro e já causou a morte de várias pessoas.
Meus comentários: Já havia assistido trechos desse documentário e lido muito a respeito dele, mas pela primeira vez parei e assisti do começo ao fim. Vou contar que escorreram lágrimas várias vezes, e não foi pelas mortes que a baleia causou (não me chamem de insensível), mas por tudo que ela passou até se tornar essa “baleia assassina”. Terminei o documentário completamente apaixonada por essa espécie e com a certeza de que fiz muito bem na época que fui para Orlando de não ir a esse parque (Sea World). Sem contar que fala muito da manipulação tanto que foi feita pela mídia e com a mídia, a manipulação que os funcionários sofriam e como a gente acaba acreditando em qualquer coisa que nos falam, como por exemplo, as informações que eles passavam sobre as baleias nesse parque a maioria era mentira.
Dormindo com o inimigo (1991)
Sleeping with the Enemy
Uma esposa espancada escapa do marido fingindo a própria morte e começa uma vida nova com uma nova identidade, até que o marido volta a encontrá-la.
Meus comentários: A Julia Roberts está incrível nesse filme, e é bem engraçado ver ela mais nova que eu, hahaha, conta a história de uma mulher que sofria violência doméstica e planejou durante vários meses como iria fazer para abandonar seu marido e a vida que estava levando. Esse filme eu não amei tanto quanto os que comentei ali em cima, acho que tiveram umas cenas meio nada a ver e no fim a resolução foi super rápida, mas valeu a pena gastar meu tempo assistindo e recomendo sim, quem estiver procurando um filme drama/suspense pode ver que é bom.
Outros filmes que eu assisti durante esse mês:
Na teia da aranha (2001) – um filme de suspense com um ator que adoro (Morgan Freeman) que conta a história de um professor que sequestrou uma aluna por motivações políticas. O filme tinha tudo para ser muito inteligente e bem amarrado, mas teve tanta reviravolta que ficou muito sem noção.
A estranha perfeita (2007) - é um filme de suspense interessante, não amei mas achei bom, dá para assistir em um domingo a noite que você estiver a toa. O filme é com a Halle Berry e com o Bruce Willis.
Cinco Anos de Noivado (2012) – com Jason Segel e Emily Blunt conta a história de um casal que teve que adiar a sua festa de casamento algumas vezes por diversos motivos e zzzzzzzzzzzz. Sério, bem exagerado, podiam ter casado logo e não cansado minha beleza. Vale a pena só se você tiver MUITO a toa e sem opção melhor, porque não chega a ser MUITO ruim, só não é bom.
Jornada Pela Justiça (2010) - conta uma história real (e revoltante) de um homem inocente que foi preso. Eu vi outros filmes recentemente, mas não no Netflix, sobre situações parecidas, onde as pessoas primeiro vão presas, perdem anos e anos de sua vida, sua família é destruída e depois algum advogado realmente interessado consegue provar sua inocência, eu fico revoltada só de pensar quantos não tiveram a oportunidade de uma defesa decente e estão lá sem merecer. #momentorevolta
Par Perfeito (2010) – em algum momento da minha vida eu era APAIXONADA pelo Ashton Kutcher e as comédias água com açúcar que ele fazia, mas essa é tão no sense e exagerada, que nem com ele e com a linda e fofa da Katherine Heigl foi possível achar esse filme bom. No começo é engraçado e tem cenas legais, mas só vai ficando ruim com o decorrer dos minutos de filme. Mais uma vez, não vou tirar completamente a credibilidade do filme e me arrisco a dizer que vale a pena aquele dia que você não vai se importar em assistir cenas suuuuuuper exageradas e desnecessárias.
Babel (2006) - com Brad Pitt, o filme conta a história de um casal que estava de férias em Marrocos após sofrer uma tragédia pessoal, e é atingido por uma bala perdida disparada sem querer por uma criança local. A história é narrada em 4 países diferentes e é contada de vários pontos de vista. Achei bem interessante e é um filme bom, que vale a pena assistir.
Janela indiscreta (1954) – filme de Hitchcock com a MA-RA-VI-LHO-SA Grace Kelly, conta a história de um fotógrafo, interpretado por James Stewart, que após sofrer um acidente que o impede temporariamente de sair de casa, passa a observar seus vizinhos de forma obsessiva. De modo geral eu sou uma fã dos trabalhos do Hitchcock e como já contei aqui eu adoro filmes antigos, mas esse não foi nada UAU.

Patrick Maia: Piadas Para Pessoas (2014) – é um stand up de um ator de São Paulo, que eu particularmente achei super engraçado e já recomendei para vários amigos assistirem, eu dei muita risada mesmo.

Agora chega que meus dedinhos já estão cansados, espero que vocês consigam aproveitar alguma dica.

Netflix – Outubro

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Esse mês eu não tive muito tempo de ver Netflix, e as minhas poucas escolhas não foram super bem sucedidas, mas vou contar hoje um pouco do que assisti em outubro e o que achei.

Professora Sem Classe (2011)
(Bad Teacher)

Sinopse: Quando uma professora mal-educada e cheia de artimanhas leva o fora do namorado rico, ela tenta enfiar suas garras no novo professor bonitão da escola.

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Meus comentários: Esse filme eu dividiria assim – parte boa: Atores que eu gosto (Cameron Diaz, Justin Timberlake  – não gosto tanto como ator mas ok – Jason Segel). Parte ruim: o enredo, a abordagem, a história, as cenas… Um erro atrás do outro. Eu só assisti até o fim porque sou esperançosa, mas que filminho mais ou menos viu. Resumindo, ela é uma professora super interesseira, só procura os homens por dinheiro e para sustentá-la, não se esforçava nada em seu trabalho, e é claro que depois sai de heroína na história, porque sim.

Lolita (1997)

Sinopse: Jeremy Irons interpreta Humbert, um homem de meia-idade obcecado por uma adolescente nesta adaptação do romance de Vladimir Nabokov.

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Meus comentários: Nunca li o livro ou vi a primeira versão desse filme, mas achei que por ser um clássico valeria a pena… Eu não sei explicar, mas achei beeem bizarra a história toda. Meu lado politicamente correta detestou e meu lado não politicamente correta concordou com o lado que é. Hahaha. Resumindo, bizarro o tiozão obcecado pela pirralha, bizarro o jeito dela de mimada, sem-noção, que dá em cima de caras velhos. (Viram que to dando sorte né? Dois ruins no mesmo mês and counting…)

Multishow Ao Vivo: Vanessa da Mata (2009)

Sinopse: Lançado em Abril de 2009 e gravado para a série Multishow Ao Vivo, na cidade histórica de Paraty, Rio de Janeiro.

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Meus comentários: Apesar de gostar de algumas músicas da da Vaness da Mata ZzZzZzzzzzzzzZZzzzzzzZ

Amor Impossível (2011)
(Salmon Fishing in the Yemen)

Sinopse: Um sheik apaixonado por esportes pretende introduzir a pesca com moscas no Oriente Médio e procura a ajuda de um especialista britânico de pavio curto.

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Meus comentários: Esse mês eu não dei sorte na escolha de filmes, esse filme é tão blá, a história tão chata, os atores/personagens tão desinteressantes e zero carismáticos, e umas conversas tãããão chatas que em resumo eu diria que é um filme chato e não vou me esforçar para me aprofundar muito mais no assunto.

Mad Men

Sinopse: Ambientada na Nova York dos anos 60, essa série mostra a realidade de uma agência de publicidade numa época em que a concorrência ferrenha tinha o seu glamour.

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Meus comentários: Como eu estava semi-orfã de séries para ver com o marido (eu divido as minhas séries nessa categoria com marido e sozinha), eu resolvi começar a ver Mad Men. O que eu adoro sobre essa série são as roupas, as casas, os carros, e o estilo de vida dos anos 60 retratados nela. Ainda não deu pra morrer de amores, mas estou me interessando por ela…

Nas profundezas do mar sem fim (1991)
(The Deep End of the Ocean)

Sinopse: Uma mãe fica desesperada com o desaparecimento de seu filho de 3 anos, mas ele reaparece nove anos depois na cidade para a qual a família acabou de se mudar.

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Meus comentários: Um filme interessante, com bons atores, a história trata do desaparecimento de um filho, mas também conseguimos ver o impacto da vida disso em cada membro da família e da pra refletir um pouco sobre algumas importâncias ou prioridades que fazemos. Diria que é um filme bem domingo a tarde.

O que esperar da série Orange is the New Black

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

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A série feita com exclusividade para o Netflix, atualmente com 2 temporadas lançadas, retrata o dia a dia das detentas da Prisão de segurança mínima Litchfield, em New York. A história real retratada pelo livro de Piper Kerman, Orange Is the New Black: My Year in a Women’s Prison, serviu como base para a criação da série, mas ela não é completamente fiel ao livro.

Os 13 episódios por temporada, com uma hora de duração cada, tem em sua trama central a história de Piper Champman (Taylor Schilling), uma moradora de Nova York, condenada a 15 meses de prisão por participação em tráfico internacional de drogas para ajudar a sua ex namorada Alex Vause (Laura Prepon).

O crime havia acontecido sete anos antes da prisão de Piper, que estava seguindo a sua vida tranquila como uma cidadã de classe média comum que morava com o seu noivo Larry Bloom (Jason Biggs), e em breve se casaria com ele. Faltando pouco tempo para o crime prescrever, Alex é julgada e entrega o nome de Piper, e elas acabam na mesma prisão.

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5 coisas que você pode esperar da série

  1. Reviravoltas (nem tudo é o que parece)

A história é cheia de reviravoltas, e a gente conhece cada vez mais as presidiárias dali de dentro. A história inicial nos faz julgar cada uma com as informações que temos, mas quando sabemos mais sobre elas entendemos melhor quem elas são e porque estão ali.

  1. Boa trilha sonora

Desde o tema de abertura pela Regina Spektor, até as cenas mais rápidas, contam sempre com uma boa e bem escolhida música, com a letra perfeitamente encaixada com a cena.

  1. Comédia, drama, brigas (e pegação)

Apesar da série retratar uma prisão, eu brinco que é quase igual na época que a novela “Chiquititas” retratavam um orfanato. Sério, se algum dia eu for presa, quero que seja lá. Hahaha. Essa série tem os seus momentos mais sérios, mas não são maioria. Além dos dramas óbvios que uma prisão só de mulheres pode ter, temos boas risadas, brigas e momentos que eu diria até agradáveis.  A parte da pegação prefiro não comentar devido ao horário, pode ter crianças lendo, mas posso dizer que teremos muitas histórias de amor.

  1. Crimes leves

Se prepare para ver vários casos de crimes leves. Eu fico até irritada, porque é tudo meio “paz e amor de mais” – se tratando de uma prisão, mas como é de segurança mínima, as detentas não cometeram nada “tão sério” assim, pelo menos nada de mais comparado com Prison Break, que era até então a minha referência de presídios em séries, hihi.

  1. Uzo Aduba (Crazy Eyes)

Gente o que é a Uzo? Sério eu to completamente in love com essa atriz, ela virou o meu motivo maior para assistir essa série e cada cena dela é uma espetáculo a parte. Imperdível.

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Então se você assina Netflix, me faz o favor de assistir essa série e me contar o que achou.