March 2014

Música: 8 tracks – minha biblioteca musical favorita

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

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8 tracks é uma rádio online que pode ser acessada pelo site ou  aplicativo (grátis pra iPhone ou Android) que foi criada em 2008 mas só descobri a existência recentemente, e tem sido minha fonte de música favorita no momento, eu vou contar porque estou tão viciada nessa coisa linda.

Primeiro porque não tem anúncios no áudio (youtube me fazia levar cada susto com os anúncios) e você pode navegar pelas playlists pelo humor, estilos de música, pesquisar por gênero ou artista. O mais legal disso tudo é que você sempre acaba conhecendo bandas novas e músicas que tem tudo a ver com seu estilo musical, mas que você não conhecia ainda.

O cadastro é bem fácil, você pode vincular a conta do Facebook, e pronto, sair usando. Já para criar a sua playlist você deverá escolher pelo menos 8 músicas, fazer o upload (ou do seu pc ou das listas online), escolher uma foto para a capa com uma resolução de pelo menos 500×500 e pronto! Só lembrando que não pode ter mais de duas músicas do mesmo artista e caso o conteúdo musical seja impróprio para todas as idades você deve sinalizar marcando a opção “NSFW” antes de encerrar o up.

Antes de fazer esse post fiz uma playlist bem curtinha com algumas músicas que eu tinha aqui no PC. Espero que gostem.

To listen together from jeds.oliveira on 8tracks Radio.

 

Vivemos no tempo da ditadura da felicidade

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

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Nos últimos meses tenho acompanhado na internet uma enxurrada de textos sobre pessoas que largaram tudo e foram “em busca da felicidade”. Alguns deles eram bem gostosos de ler, e por um momento eu pensava: poxa, que legal e que coragem desse pessoal.

Após tanta recorrência do tema “felicidade”, ou “fui ser feliz em-não-sei-onde”, eu comecei a me questionar em que lugar do mapa fica essa tal felicidade que todo mundo está procurando e que para encontrá-la a pessoa precisa largar tudo. Será que isso realmente existe?

Aqui cabe aquele clichê de “A felicidade não é um destino e sim a estrada”, ou seja, não tem um lugar no mundo que quando você chegar lá você vai ser/estar feliz automaticamente, na teoria/imaginário a busca por esse ideal é o que fará você se encontrar como pessoa e viver uma vida plena, mas na prática é o que pode te trazer grandes frustrações.

Na época da faculdade, ouvi muitos colegas desistirem do curso, porque achavam que não iriam ser felizes fazendo aquilo. Eu ficava um pouco espantada, pois por mais que acredite que você tenha que ter afinidade e interesse pelo que estuda, você tem que saber que aquilo não irá te fazer feliz. E nem tem como, seu curso de graduação não foi feito para ser legal, te deixar uma pessoa mais realizada e rindo a toa. Pelo contrário, aquilo te prepara para a vida real, que infelizmente para a nossa geração, não é tão colorida, legal e fantástica como pensamos que seria.

Outra frase que me vem a cabeça é a que a fofa da Charlotte  do Sex and the City diz “Eu não sou feliz o dia inteiro, mas me sinto feliz todo dia“, acho cute essa forma de pensar, mas até isso é uma utopia, porque tem dias que a gente tá de saco cheio de tudo mesmo. O que eu fico pensando é quando que nós viramos tão desesperados pelo conceito de felicidade, que precisamos de lugares externos, viagens e largar tudo, para encontrar esse sentimento? Onde que ele pode estar que não é dentro de você?

Por muito tempo me frustrei e me coloquei nesse papel de “preciso buscar o que me faz feliz” até perceber que a resposta era mais simples que eu imaginava, porque era necessário só uma pessoa para me fazer feliz e era eu mesma. Eu parei de idealizar as coisas e comecei a curtir os pequenos prazeres que a vida oferece o tempo todo, passei a me curtir, a sentir e observar coisas que antes estavam despercebidas e quando você simplifica as coisas, esse ideal inatingível se torna algo abstrato, que você nem sente mais vontade de estar lá, porque estar aqui é bem melhor.

“Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar

Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor”

O vencedor – Los Hermanos

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Eu posso mudar e continuar sendo eu mesma?

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

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Certa vez ouvi de um colega algo tipo: mas ela não é sua melhor amiga? Você não conta tudo para ela? E eu expliquei que sim, contava tudo, mas evitava contar problemas de família, porque as nossas famílias eram muito diferentes, e talvez ela não fosse a pessoa que melhor me entendesse naquele tema.

Ele ficou indignado comigo “mas amigo é amigo, e você ou conta tudo ou não conta”, e eu tentei inutilmente explicar que na verdade eu não estava escondendo algo da pessoa, mas poupando a mesma de assuntos que talvez não caibam no mundo dela. Foi quando eu comecei a pensar o quanto eu segmentava as pessoas na minha vida, e o quanto aquilo era mágico para mim.

Por exemplo, até hoje eu tenho algumas “melhores amigas” e cada uma me dá a força que eu preciso em determinada situação. Uma entende melhor minhas crises de família, a outra os meus relacionamentos… e assim vai! As pessoas não precisam ter afinidade com você em tudo, e ainda assim podem ser sua referência no que vocês tiverem em comum – ou em algo que te falta e ela te completa. Não estou dizendo que você precisa mudar com cada pessoa, mas o que muita gente pode achar ser falsidade, duas caras e o que mais quiserem chamar, eu chamo de “dançar conforme a música”.

Eu já fui parte de diversos universos, e em cada um eu descobri um lado melhor (ou pior de mim), mas que somaram a minha história e construíram quem eu sou hoje. Por um tempo eu encanei com o comentário do tal “colega” e questionei muito a minha personalidade: será que eu era uma pessoa que não assumia uma identidade própria, ou não sabia quem eu era por causa disso?

Mas hoje, eu vejo que aquilo (pra mim) não serve, se eu estou com dor nas costas eu não vou no dentista, o mesmo acontece se eu preciso apertar meu aparelho, não vou conseguir isso na padaria. Parece grotesca a comparação, mas do mesmo jeito que a gente não vai conseguir suprir todas as necessidades de alguém, seja amigo, amor, ou familiares, você também não vai conseguir ter todas as qualidades em uma única pessoa. E isso não é algo ruim, é o que nos faz querer conhecer cada vez mais lugares, e cada vez mais pessoas, pois tudo vai somar na sua vida. Vai ficar tudo bem se você não se comportar no Havaí do mesmo jeito que você se comportaria na Índia, isso não te faz menos você, só soma as mil possibilidades que você tem guardadas aí dentro.

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