O dia que eu virei mãe (de um gato!)

por Jessica Oliveira Blaszcyk em

Esse post vai ser um pouco grande… Afinal, sou uma mãe apaixonada e detalhista, então boa sorte para quem for ler!

A minha história de ter um bichinho de estimação “só pra mim” (nessa vida de pseudo-adulta) existe há MUITO tempo. Quando eu vim morar em Curitiba, em 2007, eu deixei na casa da minha mãe uma cachorrinha (pinscher chamada Pitucha) que me acompanhava desde 1999, um gato que salvamos da rua bebezinho (Siamês chamado Napoleão) que está na família desde 2006 e uma cadela que achamos na rua mais velha (vira-lata chamada Julie).

Minha mãe sempre foi apaixonada por animais, então desde muito pequenos meus irmãos e eu aparecíamos chorando em casa quando achávamos algum animal na rua e adotávamos ou arrumávamos um lar para eles. Já tivemos tudo que vocês possam imaginar: cachorro, gato, tartaruga miniatura, peixes, hamster, esquilo, coelho e até pintinho!

Então, dá pra imaginar como foi solitário para mim esses últimos quase 6 anos sem nenhum pet para me fazer companhia. Primeiro foi porque eu morava em uma casa-quase-república e não rolava ter animais. Depois fui para outra casa-república e nessa fase eu nunca estava em casa, então mesmo sentindo falta, nunca quis ter um pet para deixar preso em casa e sem atenção.

Por isso, o Gustavo me prometeu que quando eu me formasse eu poderia ter o que eu quisesse. Daí desde o começo desse ano eu venho me perguntando: cachorro ou gato? Cada um tem seu pró e contra, levando em consideração que eu moro em um apartamento mini, e não podia ser um bichinho muito grande.

Eu sempre adotei animais, não me lembro de uma só vez na vida que comprei algum bichinho, mesmo tendo tido aquela quantidade de animais na vida (além de pegar da rua, tinha um amigo da família dono de loja de animais). Então, tinha me permitido uma vez na vida comprar o meu futuro filho. Pesquisei em criadores, em petshop, na internet… Mas mesmo me propondo a comprar, eu queria algum lugar que fizesse criação consciente e não fosse simplesmente por dinheiro, que cuidassem bem dos animais, queria que fosse branquinho e que eu batesse o olho e sentisse que aquele era o MEU filho. Ou seja, queria muita coisa junto e ao mesmo tempo, o que dificultou a busca.

Para cachorros a minha dúvida era entre maltês ou shitzu e para gatos queria persa exótico e ponto final. Resumindo a história, conheci um canil bem especial que faz um trabalho lindo de criação de animais, além da dona ser uma fofíssima. Mas insisti em ir em um gatil que conheci pela internet e já tinha visto um certo gatinho, que desde então não tirava da cabeça: o Argus.

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foto que estava no site, lindo da mãe!

Quando vi a fotinho dele eu salvei no desktop do meu computador e não parei mais de olhar. Foram três longos dias desde a foto até o grande encontro, acompanhada da minha amiga (e agora madrinha do Argus) Mari. Quando cheguei no gatil o dono não estava, então fui atendida pelo colega dele que me disse que um outro gato era o Argus. Peguei esse outro no colo com cara de “nossa, ele tava diferente na foto”, mas ok. O gato pulou do meu colo para o chão e eu fiquei com cara de frustração “ele não gostou de mim” pensei. Então, continuei olhando todos os outros gatos incríveis que ele tinha, e ainda assim esperançosa dele ter se enganado e ter “outro” Argus lá. E não é que ele tava enganado MESMO? Para minha sorte eu vi o Argus e perguntei: “e aquele ali?”. Então ele me disse que era aquele o Argus e que ele tinha se enganado.

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Peguei meu bebê no colo e ele dormiu. Ficou agarradinho em mim, me achem idiota, mas foi amor do destino, a gente se viu e foi. Mas o moço não queria me deixar levar ele, porque o dono não estava. E eu implorando que PRECISAVA levar ele, mesmo sem ter NADA ainda em casa, nem ração, nem caixinha de areia, nem um marido sabendo que eu estava comprando um gato.

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Depois de cara de choro e mostrando que eu era de confiança, consegui convencer ele de me deixar levar o m-e-u gato. Sim, nessa altura eu já me sentia dele e ele meu. Então liguei pro Gustavo, contei a novidade e deixei ele mudo por aproximadamente 20 segundos, pois ele não acreditava que eu fosse tão impulsiva. Ou não queria acreditar. De lá fui direto para o pet mandar dar um banho e comprar as coisinhas dele. E desde aquele dia três de abril de dois mil e treze esse bebê é meu.

Na próxima eu conto sobre os meus cuidados com ele.

Quem quiser indicação de canil e gatil em Curitiba, eu indico:

Gatil Sharon:
http://gatilsheroncats.com/

Canil Purunã:
https://www.facebook.com/canil.puruna?fref=ts

Apresentação4

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3 comentários • Comentar

  1. Carol Responder

    Aaai, mas que carinha mais fofa nessa foto do site.
    Estilo “me leva pra sua casa” mesmo…rs

    Amiga, preciso conhecer ele pra onteeeeem…:)
    Adorei o post e as indicações, qq dia desses eu faço uma loucura dessas e trago um companheiro pra casa tb.

    1. Pois é, era pra ser meu, e vc ainda não veio conhecer ele :/

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